Tipos de encardenação

A encardenação artesanal, diferentemente da industrial, te dá a total liberdade para transformar seus registros em verdadeiras obras de arte, dando asas a sua imaginação. Porém, mesmo com esta personalização as encardenações subdividem-se em tipos de acordo com a técnica e funcionalidade empregada.

Vamos examinar abaixo as algumas técnicas utilizadas atualmente:

Girdle
Esta é uma técnica medieval. O objetivo era o de facilitar o manuseio e transporte de livros, que podiam ficar amarrados a cintura deixando as mãos livres. Com o tempo foi sendo adaptado a objeto de cobiça das mulheres, tendo muito deles inclusive joias incrustadas em sua ponta.​

A técnica consiste em alongar a encadernação, dando um nó na ponta.

Belga
A Encardenação Belga Secreta é muito utilizada em livros de assinaturas muito comuns em eventos como casamentos, aniversários e chá de panelas. Ele foi criado pela Anne Goy que procurava uma técnica diferente da japonesa e que pudesse ficar aberta 180º.

Uma das característica marcante é que a capa, contracapa e miolo podem ser feitas separadamente, porém quando unidas parecem ter sido feitas juntas.

Longstitch
Longstitch ou buttonhole é uma técnica que se caracteriza por criar linhas ao longo do dorso do livro, caderno ou álbum, por meio de uma abertura na própria capa do livro, sem nenhum uso de cola. Essa costura é muito usada em álbum de fotografias.
Brochura
A encadernação brochura é muito utilizada pela indústria de papéis, sendo, neste caso, feita de modo automatizado para a produção de cadernos e agendas em grande escala. O legal é que essa costura também pode ser feita de forma totalmente artesanal, e sem nenhuma complicação. Na Encadernação Artesanal, a brochura é uma das costuras mais simples de ser feita, muito indicada para a confecção de agendas, cadernos de notas e livros de receitas.
Japonesa
Encadernação Japonesa é uma técnica diferente das demais técnicas de encadernação porque ela não usa cola, o processo de costura das folhas é feita manualmente e mesmo sendo feito dessa forma a durabilidade e a resistência são exatamente iguais à encadernação que é feita tradicionalmente, além de que, não há ferramentas ou equipamentos especiais para esta técnica e a encadernação japonesa tem um ganho a mais porque as possibilidades estéticas são muitas.
Bradel
A encadernação à Bradel, é uma técnica de origem alemã desenvolvida no século XVIII pelo encadernador francês Alexis-Pierre Bradel. Se caracteriza pelo emprego de três peças independentes – lombo, capas e fole.

​Foi concebida como uma forma provisória de execução rápida, porém evoluiu ao longo do tempo, hoje em dia podemos considerar como uma maneira clássica de encadernação.

Copta
As encadernações coptas, desenvolvidas pelos primeiros cristãos do Egito, os Coptas, por volta do segundo século AD, se caracterizam por brochuras (ou cadernos) costuradas pelo lado dobrado das folhas e, quando mais de uma brochura, unidas entre si por meio de costura formada por elos que se encadeiam como se fossem uma corrente, do tipo ponto correntinha.

Hoje em dia, o termo – encadernação copta – é empregado para designar encadernações costuradas no mesmo estilo, onde costuras à mostra fazem parte da estética e do design do livro valorizando-o e conferindo-lhe expressão artística.

Skewer
A técnica Skewer é fácil de ser identificada devido a uma longa peça de metal ou madeira que é utilizada para conectar todas as folhas do livro/caderno.

Esse tipo de encadernação permite que as folhas sejam facilmente abertas por mais de 180 graus.

Ela é uma alternativa, criativa e diferente para, por exemplo, livros de mensagens para festas porque eles podem fazer parte da decoração do evento e depois podem ser desmontados e encadernados permanentemente.

Romanesca
A característica mais marcante desse estilo de encadernação é o desenho cruzado formado pelas linhas que fixam os conjuntos de folhas e a capa.

​A costura romanesca permite que o livro tenha lombada fechada, mas ainda assim sua costura fique aparente. Tem capa flexível e é todo feito com costura e recorte, sem necessidade de uso da cola para fixação do miolo a capa. Um livro leve, diferente e cheio de personalidade.

Leporello
O curioso dessa técnica é a não utilização de linha para encadernar e o que mais marca esse estilo são as uniões entre as folhas que causam a ilusão de serem formados por uma única folha muito comprida.
Springback
Essa é uma técnica de costura embutida. O grande diferencial desse estilo é a flexibilidade que ele dá ao livro/caderno permitindo que ele fique perfeitamente aberto sobre a mesa por causa da separação entre a lombada da capa e a do miolo. Os livros tradicionais tendem a fechar não conseguindo repousar abertos sobre a mesa.